Em todas as regiões da cidade de São Paulo, mais de 5.500 agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de proteção social (APS) foram integrados à iniciativa. O Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis é uma ação integrada da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Secretaria Municipal da Saúde e Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, com o apoio do Ministério da Saúde e do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente), entre outras instituições internacionais, organizações não-governamentais e universidades .
Em 2007, cerca de 80 educadores e mais de 5.500 ACS receberam formação em seis eixos temáticos: Lixo, água e energia, biodiversidade, convivência saudável com animais e zoonoses, consumo consciente, cultura de paz e não-violência.
A segunda etapa do PAVS, em 2008, teve como meta fortalecer as redes sociais locais, fomentando e apoiando projetos e iniciativas de promoção da saúde, de sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social.
Para isso, promoveu as seguintes ações:
Formação 45 gestores com Mesas de Diálogo, Rodas de Conversa e Planejação .
Organização e implementação de um Banco de Projetos, com mais de 400 projetos locais.
Monitoramento e avaliação constante dos processos de trabalho.
Implantação de salas verdes.
Produção e divulgação de publicações, materiais de apoio às ações, boletins informativos, jornais murais e vídeos sobre o projeto.
Planejando a ação
Uma das funções do IBEAC no PAVS, foi a formação dos gestores lociai e regionais, desenvolvidas através de Mesas de Diálogo, Rodas de Conversa e Planejação.
Os momentos de concentração do grupo, na sede da Umapaz, consistiam em trocas entre os saberes dos facilitadores e gestores, e as informações trazidas do território. As Mesas de Diálogo e a Planejação alimentavam a criação de projetos e as respostas ao que vinha do território.
A planejação se constituiu em uma proposta inédita e ousada de planejar as ações ao mesmo tempo em que os problemas eram detectados. Procurava-se responder às perguntas: como é que se lida com esse desafio? Qual o problema a ser enfrentado? Quanto tempo temos? Quem são os responsáveis? Quem vai cuidar do quê?
A planejação foi pensada para identificar os problemas e, a partir deles, estabelecer desafios e, coletivamente, identificar aqueles a serem enfrentados e em quanto tempo.
Comunicação
Foram produzidos jornais-murais, boletins eletrônicos, site e banner como estratégia de articulação das pessoas e instituições envolvidas e para divulgar os resultados.
Duas publicações e um vídeo coordenados pelo IBEAC procuram sistematizar a riqueza da experiência do PAVS, além de aproximar novos interlocutores das realidades e conteúdos que parecem distantes, mas que estão próximos. Estes materiais oferecem uma metodologia que permite às pessoas analisarem a realidade externa e suas próprias atitudes; perceber a relação entre meio ambiente e promoção da saúde. Saber o que já existe em termos de tecnologia social, o que é que já se experimentou e deu certo; o se pode fazer e como convidar outras pessoas para fazer. É uma estratégia de disseminação dos conteúdos trabalhados no PAVS. Veja mais em Publicações.
Banco de Projetos
Outra ação do IBEAC é a construção do Banco de Projetos, que faz parte do site do PAVS (
www.pavs.org.br) e pode ser acessado por qualquer cidadão. A idéia é simples e reveladora das dimensões, da riqueza e da diversidade do PAVS. Ao longo de todo o Projeto, especialmente na fase de 2008, Gestores e Agentes de Saúde foram ordenando no papel ações, eventos e projetos que estavam em andamento, que tinham sido concluídos, ou que eram apenas propostas. Muitos deles trazem detalhes como custos, tempo de implantação, pessoas envolvidas, instituições que devem fazer parte.
O Banco de Projetos é o resultado do olhar e da observação de milhares de Agentes Comunitários que, moradores do território, descobriram com os Gestores do PAVS quanto pode ser melhorado em sua rua e em seu bairro.